Quero que saibas que respeito a tua decisão e não vou invadir o teu espaço, não consigo ser amigo da pessoa que mais amo na vida, pelo menos por agora, o meu corpo não me deixa, tu sabes! Quando estou contigo sinto literalmente o sangue a correr-me nas veias e coração a bombardear! É brutal sentir isso! Tenho de te agradecer! Nestes poucos dias fiz coisas que nunca pensei fazer na vida e das coisas mais bonitas foi ver nos teus olhos lindos o fogo de quem ama!
Como a raposa do principezinho tu cativaste-me! E isso não é mau, porque agora tu não és uma qualquer rosa igual a tantas outras, posso pensar em ti, lembrar o teu cheiro, o teu cabelo, a tua pele, e rir ou chorar, mas aquecer o coração. És especial! Mas parece que como na história, chegou a hora da despedida:
"- Ai! - exclamou a raposa - ai que me vou pôr a chorar...
- A culpa é tua - disse o principezinho.- Eu bem não queria que te acontecesse mal nenhum, mas tu quiseste que eu te prendesse a mim...
- Pois quis - disse a raposa.
- Mas agora vais-te pôr a chorar! - disse o principezinho.
- Pois vou - disse a raposa.
- Então não ganhaste nada com isso!
- Ai isso é que ganhei! - disse a raposa. - Por causa da cor do trigo...
Depois acrescentou:
- Anda, vai ver outra vez as rosas. Vais perceber que a tua é única no mundo. Quando vieres ter comigo, dou-te um presente de despedida: conto-te um segredo.
O principezinho lá foi ver as rosas outra vez.
- Vocês não são nada parecidas com a minha rosa! Vocês ainda não são nada - disse-lhes ele. - Não há ninguém preso a vocês e vocês não estão presas a ninguém. Vocês são como a minha raposa era. Era uma raposa perfeitamente igual a outras cem mil raposas. Mas eu tornei-a minha amiga e, agora, ela é única no mundo.
E as rosas ficaram bastante incomodadas.
- Vocês são bonitas, mas vazias - ainda lhes disse o principezinho. - Não se pode morrer por vocês. Claro que, para um transeunte qualquer, a minha rosa é perfeitamente igual a vocês. Mas, sózinha, vale mais do que vocês todas juntas, porque foi a que eu reguei. Porque foi a ela que eu pus debaixo de uma redoma. Porque foi ela que eu abriguei com o biombo.. Porque foi a ela que eu matei as lagartas (menos duas ou três, por causa das borboletas). Porque foi a ela que eu vi queixar-se, gabar-se e até, às vezes, calar-se. Porque ela é a minha rosa.
E então voltou para o pé da raposa e disse:
- Adeus...
- Adeus - disse a raposa. Vou-te contar o tal segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos...
"
O amor é fogo e ás vezes queima! Eu queimei-me mas também me aqueci muito. Choro, é triste, mas é bom ter uma razão para chorar, significa que amei que tranformei, a mim e a alguém. Amor não é estar, não é viver, é adrenalina, é não pensar, é arrepiar, é rir com vontade e chorar com mais ainda, é partilhar, é o silêncio e o barulho, é sentir tudo e não ser indiferente a nada! é onde tudo é importante e de repente não é nada, não é respirar sem se dar conta, não é não nos lembrarmos se dissemos olá ou adeus ou um sitio onde existe "tem de ser"! É insanidade, é rir sem razão, é ser parvo é ser tonto, é querer, é correr... amar é tudo o que não planeámos e que nos faz sentir medo, para mim tem um nome. És tu! É xxx!
