sábado, 30 de junho de 2007
sábado, 23 de junho de 2007
domingo, 27 de maio de 2007
...
quinta-feira, 17 de maio de 2007
17th May, International Day Against Homophobia
domingo, 15 de abril de 2007
you tube for all!
http://youtube.com/watch?v=v9Qep_w6GBE
http://youtube.com/watch?v=DwdFfhpYSBc
In a world like ours
http://youtube.com/watch?v=3IR4bwmYvfI
Father and Child
http://www.youtube.com/watch?v=p6-1XPJFWW4
Homosexuality = Extinction
http://www.youtube.com/watch?v=gv5XkNWB7HM
quarta-feira, 14 de março de 2007
Músicas que nos fazem pensar.. (IV)
Vi-te a trabalhar o dia inteiro
construir as cidades pr'ós outros
carregar pedras, desperdiçar
muita força pra pouco dinheiro
Vi-te a trabalhar o dia inteiro
Muita força pra pouco dinheiro
Que força é essa
que trazes nos braços
que só te serve para obedecer
que só te manda obedecer
Que força é essa, amigo
que te põe de bem com outros
e de mal contigo
Que força é essa, amigo
Não me digas que não me compr'endes
quando os dias se tornam azedos
não me digas que nunca sentiste
uma força a crescer-te nos dedos
e uma raiva a nascer-te nos dentes
Não me digas que não me compr'endes
Que força é essa
que trazes nos braços
que só te serve para obedecer
que só te manda obedecer
Que força é essa, amigo
que te põe de bem com outros
e de mal contigo
Que força é essa, amigo
Ségio Godinho
terça-feira, 13 de março de 2007
Músicas que nos fazem pensar.. (III)
Inverno não ainda, mas Outono
a sonata que bate no meu peito
poeta distraído, cão sem dono
até na própria cama em que me deito.
Inverno não ainda, mas Outono
na sonata que bate no meu peito.
Acordar é a forma de ter sono
o presente, o pretérito imperfeito
mesmo eu de mim proprio me abandono
se o rigor que me devo não respeito.
Acordar é a forma de ter sono
o presente é o pretérito imperfeito.
Morro de pé, mas morro devagar
na vida é afinal o meu lugar
e só acaba quando eu quiser.
Não me deixo ficar, Não pode ser.
Peço meças ao Sol, ao Céu, ao Mar
pois viver é também acontecer.
Na vida é afinal o meu lugar
e só acaba quando eu quiser.
Ary
segunda-feira, 12 de março de 2007
Ser Feliz
Fernando Pessoa
Músicas que nos fazem pensar.. (II)
Um grito surdo que tentam calar
Vais ouvir e ver
Mais vale nunca
Nunca mais saber
Mais vale nada
Nunca mais querer
Mais vale nunca mais crescer
É tê e vê cérebro em fuga a dominar
Gene preguiçoso e letal
Olha pró que eu faço
Mais vale nunca
Nunca aprender
Mais vale nada
Nunca mais querer
Mais vale nunca mais crescer
Ficas a aprender
Mais vale nunca
Nunca mais saber
Mais vale nada
Nunca mais beber
Mais vale nunca mais crescer
Agora é a doer
Mais vale nunca
Nunca apetecer
Mais vale nada
Nunca escolher
Mais vale nunca mais crescer
Vais ouvir e ver...
GNR
Músicas que nos fazem pensar.. (I)
Muda de vida estás sempre a tempo de mudar;
Muda de vida não deves viver contrafeito;
Muda de vida se há vida em ti a latejar;
Ver-te sorrir eu nunca te vi;
E a cantar eu nunca te ouvi;
Será de ti ou pensas que tens de ser assim…
Olha que a vida não;
Não é nem deve ser;
Como um castigo que tu terás que viver;
António Variações
domingo, 28 de janeiro de 2007
Excertos de cartas de amor
Quero que saibas que respeito a tua decisão e não vou invadir o teu espaço, não consigo ser amigo da pessoa que mais amo na vida, pelo menos por agora, o meu corpo não me deixa, tu sabes! Quando estou contigo sinto literalmente o sangue a correr-me nas veias e coração a bombardear! É brutal sentir isso! Tenho de te agradecer! Nestes poucos dias fiz coisas que nunca pensei fazer na vida e das coisas mais bonitas foi ver nos teus olhos lindos o fogo de quem ama!
Como a raposa do principezinho tu cativaste-me! E isso não é mau, porque agora tu não és uma qualquer rosa igual a tantas outras, posso pensar em ti, lembrar o teu cheiro, o teu cabelo, a tua pele, e rir ou chorar, mas aquecer o coração. És especial! Mas parece que como na história, chegou a hora da despedida:
"- Ai! - exclamou a raposa - ai que me vou pôr a chorar...
- A culpa é tua - disse o principezinho.- Eu bem não queria que te acontecesse mal nenhum, mas tu quiseste que eu te prendesse a mim...
- Pois quis - disse a raposa.
- Mas agora vais-te pôr a chorar! - disse o principezinho.
- Pois vou - disse a raposa.
- Então não ganhaste nada com isso!
- Ai isso é que ganhei! - disse a raposa. - Por causa da cor do trigo...
Depois acrescentou:
- Anda, vai ver outra vez as rosas. Vais perceber que a tua é única no mundo. Quando vieres ter comigo, dou-te um presente de despedida: conto-te um segredo.
O principezinho lá foi ver as rosas outra vez.
- Vocês não são nada parecidas com a minha rosa! Vocês ainda não são nada - disse-lhes ele. - Não há ninguém preso a vocês e vocês não estão presas a ninguém. Vocês são como a minha raposa era. Era uma raposa perfeitamente igual a outras cem mil raposas. Mas eu tornei-a minha amiga e, agora, ela é única no mundo.
E as rosas ficaram bastante incomodadas.
- Vocês são bonitas, mas vazias - ainda lhes disse o principezinho. - Não se pode morrer por vocês. Claro que, para um transeunte qualquer, a minha rosa é perfeitamente igual a vocês. Mas, sózinha, vale mais do que vocês todas juntas, porque foi a que eu reguei. Porque foi a ela que eu pus debaixo de uma redoma. Porque foi ela que eu abriguei com o biombo.. Porque foi a ela que eu matei as lagartas (menos duas ou três, por causa das borboletas). Porque foi a ela que eu vi queixar-se, gabar-se e até, às vezes, calar-se. Porque ela é a minha rosa.
E então voltou para o pé da raposa e disse:
- Adeus...
- Adeus - disse a raposa. Vou-te contar o tal segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos...
"
O amor é fogo e ás vezes queima! Eu queimei-me mas também me aqueci muito. Choro, é triste, mas é bom ter uma razão para chorar, significa que amei que tranformei, a mim e a alguém. Amor não é estar, não é viver, é adrenalina, é não pensar, é arrepiar, é rir com vontade e chorar com mais ainda, é partilhar, é o silêncio e o barulho, é sentir tudo e não ser indiferente a nada! é onde tudo é importante e de repente não é nada, não é respirar sem se dar conta, não é não nos lembrarmos se dissemos olá ou adeus ou um sitio onde existe "tem de ser"! É insanidade, é rir sem razão, é ser parvo é ser tonto, é querer, é correr... amar é tudo o que não planeámos e que nos faz sentir medo, para mim tem um nome. És tu! É xxx!
III - In the inner side of me
"
Só uma coisa, desculpa estar a interromper-te, mas é que não estou a conseguir seguir o teu raciocínio. Se bem percebi, tudo o dissestes até agora é apenas o crecimento de todos nós. Até me parece bastante "normal", como tu dizes...
Tu não estás a perceber! Deixa-me continuar que vais perceber.
Ok, não tenho pressa. Mas acho que ajudava se fosses mais concreto, mais verdadeiro, mais tu! Ups! Provavelmente já não te lembras de ti :) Desculpa o sarcasmo mas gostava mesmo de te matar...
Fogo, tu és mesmo insensível! Mas também do que já vi até hoje esquece! Vou continuar...
Eu sei que todos temos problemas, dúvidas, questões, partilhamo-las com quem nos rodeia, e todos nos olham a pensar - Epá estás crescido! - Mas há dúvidas que não podemos ter! Simplesmente não podemos, e eu desde pequeno que vi o que acontecia aos que tentavam expô-las - simplesmente deixavam de existir. Quem é que vai brincar no recreio com o rapaz gordo? E com o rapaz de óculos! Não podes! Ele não é normal! Sim, eu sei todos sobrevivemos a isso! Crescemos e aprendemos! Mas o problema é quando tu és o rapaz diferente e ninguém sabe, ninguém percebe, tu não podes deixar ficar mal a tua imagem, o teu sucesso, todas as expectativas criadas à tua volta!
Queres que seja mais concreto? Então aqui vai... Eu desde pequeno que sei dentro de mim que sou diferente, ao principio pensava que isso era bom, todos me amavam à minha volta, gostava de brincar, de saltar, de pular, de representar, de fazer e acontecer, mas à minha volta os interesses mudavam, era o jogo da bola, era andar à pancada, era correr e ser o melhor, ser o primeiro, e eu simplesmente era feliz! Não queria, não precisava de mudar nada, mas as coisas mudavam sem que eu pudesse fazer alguma coisa! Não tive outro remédio, a pressão era tanta que tive que me adaptar, passar a fazer coisas que nada tinham a ver comigo, sempre com o maior sorriso na cara. Não digo que foi mau ou traumático, sempre enfrentei a vida com demasiada curiosidade para me deixar ir a baixo, achava que tudo fazia parte do processo... Até que percebi o quanto estava enganado. Eu era mesmo diferente! Eu sentia-me atraído por rapazes! O meu mundo desabou! Ruiu completamente para um poço sem fundo... Casar, ter filhos, uma casa grande cheia de miúdos a correr e a brincar. Esquece! É impossível! Ou talvez não! Não sei! Se calhar estou a exagerar! Se calhar só estou a pensar assim por causa daquela brincadeira inocente com o meu primo... Uff! Há esperança! Tenho que tirar estas ideias doentes da cabeça! Eu sou mas é um prevertido! Mas continua, a "doença" alastra sem eu sequer dar por isso, a angústia é anormal, as namoradas sucedem-se aos falhanços, no cinema as lágrimas escorrem com o beijo apaixonado das princesas e dos príncipes que eu nunca poderei ser! Até que percebo que está montado à minha volta um cerco de arame farpado, com sensores de raios lazer e guilhetinas afiadas, tudo pronto a derramar o sangue que for preciso. Basta uma fraqueza, um momento de falta de atenção e precebo, tenho que por uma pedra neste assunto.
Substituo o coração pela pedra na esperança que o sangue deixe de correr, mas a força é tão grande que o inevítável acontece - a vida dupla! É vergonhoso! É miserável! Aliás se contasse alguém como história de um amigo, de certeza que me diriam - coitado... como pôde desistir de si! De ser feliz! É mesmo triste alguém ter de passar por isso... Porque é que ele não pediu ajuda? Pergunta que se respondia instanteneamente se lhes dissesse que esse amigo sou eu... Aposto a minha vida que fugiriam de mim como se tivesse lepra... Perderia todo o respeito, a minha liberdade de expressão, passaria a ser o paneleiro, o maricas, o roto, o que é gay, as bocas seriam impossíveis... Cuidado com ele... Ele vem por trás? olha o trinca almofadas, quando simplesmente se trada de amor! DE AMAR! DE SER AMADO! Um amor que é impossível...
Não estou a falar de cor, eu vi isto acontecer bem ao meu lado! Percebes?
"
II - The dark side of the force
Só quero perceber se quero realmente viver e como quero viver. Uma vez que não tenho nada a perder, aceito... O meu estado de espírito é de desepero, não tenho forças para mais lutar, contra mim e contra a multidão. Vai em frente e dá estocada final.
Ok! Então vamos a isso. O que é isso que tu desperadamente queres, isso de ser normal?
Estejas onde estiveres é melhor sentares-te porque isto é bem capaz de demorar um bom bocado...
O nascimento de uma pessoa é como um sismo que altera tudo o que está em volta do epicentro desse coração que começou a bater, com sucessivas réplicas de amor que aquecem esse pequeno mundo, onde ninguém pode entrar. Estou ali. Sou um bebé. Igual a tantos outros. Tenho que chorar para comer, mas não existem problemas, porque sou normal. Porque faço aquilo que todos esperam que faça. O meu leque de possibilidades está limitado pela normalidade. Não tenho que pensar, que ter consciência, tudo o que faça é normal. A partir daí é sempre a perder... - "és isto, és aquilo, és assim, és mau, és tão querido, tão fofinho, tão bonito, tão feio, quando fores grande, um dia vais perceber" - todo o teu futuro é contruído pelos que te rodeiam, sem sequer tu te dares conta. Com uma vida à tua frente, e já todos sabem exactamente o que és, e o que serás, de preferência num fundo azul bebé cheio de estrelas brilhantes. Até que! Quase sem te dares conta! A cada dia que passa percebes que não consegues limpar todas essas estrelas, o céu às vezes fica tão escuro que tu pensas - Algo de errado se passa comigo!
A felicidade dos que te rodeiam escurece o teu céu como um manto negro que acentua a tua diferença e te afasta cada vez mais dessa multidão e as vozes sucedem-se - "Comporta-te, Não vez que não é assim [Não é tão óbvio!!!], olha para o teu irmão, olha para os teus amigos, tens de ser esperto, tens de ser inteligente, tens de ser brilhante..." - Tudo isto piora com a chegada do dia em que tens de começar a cortar esse cordão umbilical e és lançado no circo de feras. Agora vais para escola, aí sim vais aprender a ser o que nós já te dissemos que ías ser. Ao contrário de uma leve esperança de um mundo onde todos são diferentes dás por ti a lutar para ser exactamente igual a tantos outros numa competição sanguinárea. Isto porquê! Para seres aceite, para pertenceres, para estares do lado certo do dedo que aponta. Para entrares na elite que todos apontam! E poderes ouvir "gosto de ti", "gosto tanto de ti", um quase amo-te que nunca vem só. Que arrasta sempre o que tu um dia vais ser como um prémio que os que te rodeiam possam ter na estante e já velhinhos limpar o pó e dizer "Não fracassei!".
E ali estás tu - só - cada vez mais perdido, onde crescem duas forças a um ritmo alucinante, a tua força de seres e a força de não seres de te subjugares à multidão, até que percebes, torna-se claro, tão como a água mais límpida que nem existe - eu não pertenço aqui, eu não me ajusto a esta multidão, eu sou diferente! - Porquê? - É só o que te apetece gritar. Mas estás fraco, a guerra é tão cerrada que vais assumindo a derrota e criando estratégias para sobreviveres. Já não importa a guerra, já não importam os que esperam pelo teu regresso, só as batalhas, só o sobreviver a cada dia, perdes o sentido...
"
sábado, 27 de janeiro de 2007
I - Me, myself & I
"
Só vejo os meus pés. Estão juntos e tranquilos numa imensidão de azul. . Azul que cria e destrói um branco que não existe. Uma tranquilidade que contrasta com o vendaval que sinto na minha cabeça.
Mal sinto o calor do Sol a aquecer o meu corpo, ou o sal que o vento rouba às ondas do mar. A queda é grande, fatal, um abismo para o desconhecido, estou a um passo do vazio. Um vazio que é infinito, como o nada onde pode estar qualquer coisa, procuro a corda onde me poderei agarrar para voltar a sentir o calor do colo da minha mãe a dizer baixinho - não chores, vai tudo correr bem - e quanto mais aperto mais sinto o conforto que me foge entre as mãos, apetece-me gritar, mas não tenho forças
.
As perguntas sucedem-se como os pequenos grãos de areia, que lá bem em baixo deixam fugir toda a água que se aproxima. Será que vou morrer ?...
É sempre tudo sobre ti, não é? - ouço uma voz dizer .
A tristeza profunda que sinto sela a minha boca como gelo que se propaga por todo o meu corpo, não me deixa dizer nada, não me deixa pensar. Sinto a fragilidade desse mesmo gelo que pode quebrar a qualquer impacto, desafazendo-me .
Sim! Tu sofres, Tu fazes, Tu vais morrer?, Tu vais viver?, eles gostam de Ti?, Tu fizeste a coisa certa? - Não é demais ?
Um ardor da raiva provoca-me um degelo instantâneo que consigo sentir dos ossos aos poros da minha pele. - Quem és tu? O que é que tu sabes? Deixa-me adivinhar estás na paz do senhor? Encontras-te a tua paz interior nas montanhas e vais salvar a humanidade da perdição. Senhor todo poderoso, vai acabar com o sofrimento do mundo! Sim estou cego! Cego pelo sofrimento que não me deixa ver para lá de mim próprio. Sei que não sou vitima de ninguém se não de mim mesmo, e então? Isso é suposto ajudar,? Ah pois! Há tanta gente por aí na multidão. Esses sim têm uma vida desgraçada! Que hipócrita eu! Ter pena de mim próprio não tendo nada de que me queixar... Deixa-me adivinhar vens dizer-me que não estou só, para pensar em todos os que me amam! Pois olha azar, também nunca me amaram a mim, mas sim o filho brilhante que queriam que fosse, o namorado compreensivo, o amigo disponível, o que compreende e aceita, o que se destrói e deixa destruir toda a sua individualidade para ser aceite, para ser mais um, mais uma cópia. Estou farto. Não tenho forças para aguentar mais... Desculpa! - o ardor inflama-se em todo o meu corpo, saindo pelos meus olhos como um rio que corre para o mar com a força de uma descarga eléctrica - Estou a chorar ...
Tu só queres morrer porque já estás morto, vamos tratar de te enterrar ou isto fica para aqui tudo uma porcaria. Anda. Dá-me uma ajuda .
Espera .
Então ?
Eu não quero morrer !
Eu sei! Mas a verdade é que já estás quase morto. Olha bem para ti, todas as tuas partes já não são realmente tuas. Tu próprio disseste, criaste-as em função do que te rodeia. Não sinto o teu pulso. Mexeste tanto nos ponteiro que o teu relógio parou! Quem és tu? O Diogo? o Manel? o André? o menino com a força de mudar o mundo e contruir um império? o rapaz que sonha com o palco? O velho que dá uma esmola ao roto? O chefe que faz crescer o seu negócio? O empregado que ajuda os colegas? O cobarde que tem medo de dizer que ama? O corajoso capaz de dar a vida por um amigo? Se me deres uma ajudinha matamos-te num estantinho. Só não te posso é dizer que não dói nada .
Tu não percebes mesmo, pois não? Se tu soubesses?... ou se eu soubesse ...
Tens razão... eu não percebo! E honestamente não sei! Mas sei, e tão bem como tu, que nunca vou saber . Mas... Por um lado tu dizes que não queres morrer! Eu quero-te ajudar a morrer! Temos aqui um conflicto de interesses, tens alguma sugestão ?
Não sei quem és, nem te posso tocar. Faz o que quiseres, eu desisto... Se nunca vou saber, não vale a pena. A coragem que me falta é do tamanho da minha cobardia para escrever o ponto final. Pior que tudo é que a minha consciência diz-me que isto é ridículo. Que eu sou ridículo por sequer pensar nestas coisas. Sei que as regras são simples, porque é que eu não posso ser simplesmente uma pessoa normal !
Uhm! Deste-me uma ideia! Vamos fazer um jogo. Eu não sei o que é isso de uma pessoa normal, se tu me conseguires explicar o que isso é eu ajudo-te a ser uma, se não tu ajudas-me a matar-te ?
Desculpa!? O quê!? Em primeiro lugar não vejo como me possas ajudar, em segundo não acho inteligente confiar em alguém que me quer matar!!!
Não achas que se eu te pudesse matar sem a tua ajuda já não estava aqui a perder o meu tempo? Em relação à minha ajuda vais ter que acreditar em mim, mas ouve uma coisa, eu não minto, não posso, não consigo - mesmo! E acredites ou não, tu sabes isso . "


